quinta-feira, abril 05, 2007
Ray Ozzie e as mega trends (Segundo a visão da MS)
Em uma magnífica entrevista (in English) por Wharton, ele detalha algumas coisas interessantes sobre como o mundo deve caminhar... Essencialmente, como ele diz:
"All apps - whether Win32 code, Flash code, managed WPF [Windows Presentation Foundation] code - are going to have those lifetime choices and will all be centrally deployed, whether that central deployment is from an enterprise or from a service provider on the web. The concept of CD-based installs, floppy-based installs or USB stick installs are artifacts of a time when we were not fully connected."
"central deployment" para Steve Balmer quer dizer: Matem os piratas!
E isso me lembra um artigo de Bánffy, que dizia que a pirataria era boa pra MSFT.
Vamos ver...
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
segunda-feira, março 26, 2007
Microsoft e sua "live core cloud of services" (seja lá o que for isso)
Dessa vez, Phil levanta a bola da crise de identidade da MS entre ser uma empresa de serviços (no futuro, veja meu post sobre Ray Ozzie). Veja a pérola:
"Examples like this give fleeting glimpses of what Live can and should become, and yet so many Live initiatives frequently stumble as if Microsoft simply cannot shake off its old self. In January, I highlighted Office Live's abysmal treatment of its beta adopters. Then last month an unnoticed bug on Microsoft's newly launched AdCenter cost-per-click advertising service began overcharging advertisers by thousands of dollars. The bug was quickly fixed and customers refunded (sometimes by too much, though), but it's a useful reminder of how software errors become so much more calamitous when you're delivering services on-demand — and of just how impressive by comparison Google's almost flawless execution of its AdWords and AdCenter services has been over the years."
Essa mudança vai looonnnngggeee....
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
terça-feira, março 20, 2007
"Tecnologia é cultura, é uma das três culturas. C. P. Snow falava de duas, apenas: ciência e humanidades. Mas prefiro um espaço tridimensional onde a ciência é o eixo da verdade (da descoberta, do entendimento do mundo em que vivemos); a arte é o domínio da estética, da procura da beleza e a tecnologia, ao invés de ser uma (não tão) simples conseqüência das descobertas científicas e sua aplicação no mundo real é, de fato, o domínio da possibilidade. Parte significativa do que a tecnologia faz vem da experiência, às vezes não muito bem explicada, da montagem de “legos” de conhecimento, às vezes apenas prático."
Imperdível é o artigo do Adam Kahane (how to change the world) que ele cita, provavelmente lido por Al Gore :) Também tem outro dele muito interessante de cenários (e ventos)...
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
terça-feira, março 13, 2007
Web 3.0 e DESAFIANDO O IMPOSSÍVEL!
Nick Carr levantou uma bola:
"But the nail in the coffin comes in tomorrow's New York Times, which features a big article by John Markoff on - yes! - Web 3.0. Formerly known as the semantic web, but now rebranded for mass consumption, Web 3.0 promises yet another Internet revolution. It would, Markoff writes, "provide the foundation for systems that can reason in a human fashion ... In its current state, the Web is often described as being in the Lego phase, with all of its different parts capable of connecting to one another. Those who envision the next phase, Web 3.0, see it as an era when machines will start to do seemingly intelligent things.""
Depois, mostrou o que era: a bola:
"Artificial intelligence guru Danny Hillis has launched an early version of the first major Web 3.0 application. It's called Freebase, and its grandiose epistemological mission is right up there with those of Google and Wikipedia."We’re trying," Hillis tells John Markoff of the New York Times, "to create the world’s database, with all of the world’s information.” Alpha user Tim O'Reilly says that Freebase "appears to be a bastard child of wikipedia and the Open Directory Project" but that it's really "like a system for building the synapses for the global brain.”
E... FreeBase é uma empresa da...
"Metaweb proudly introduces Freebase.com.
Based in San Francisco, Metaweb Technologies, Inc. was spun out of Applied Minds, Inc. in July, 2005 to build a better infrastructure for the Web. Metaweb was founded by Danny Hillis and funded by Benchmark Capital, Millennium Technology Ventures, Omidyar Network and other prominent investors. It is led by battle-hardened alumni of Netscape, The Internet Archive, Alexa, Tellme, Intel and Broderbund."
"Houve um tempo em que as pessoas faziam coisas arrojadas para abrir novas fronteiras. Nós coletivamente esquecemos de fazer isso. Hoje nós vivemos um momento em que precisamos ser novamente arrojados." Bill Stone, explorador, 11 de Março na TED Conference."
E é isso. Quem acha q acabou, TA MORTO!!
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Como diria meu cachorro... WWWWWWWWWWWOOOOOOOOOOOWWWWW!!!!
Por que o iPhone vai mundar o mundo (dos PCs)
A relevância do iPhone não está na convergência de telefone com iPod, mas na criação do primeiro computador do mundo destinado ao mercado de massa com a 3ª geração de interface.
O iPhone, anunciado no evento Macworld, no começo de janeiro, balançou as estruturas da casa, parou a imprensa e preocupou a atual ordem dos smartphones. Sim, pode acreditar, Steve Jobs mudou o mundo, mais uma vez.
Seu discurso foi tão empolgante que cinco semanas depois o mundo quase se esqueceu de um fato muito importante: o iPhone ainda não existe – pelo menos como produto do mercado.
Ninguém até hoje sequer tocou em um iPhone. Quase tudo o que se sabe sobre o produto veio de uma tacada só de marketing. O iPhone pode vir a ser o equipamento mais bacana já manufaturado. Ou também pode ser um grande fracasso como o Newton. Existe chance para ambos.
A demonstração feita por Jobs do iPhone foi tão poderosa que, na verdade, fez as pessoas acreditarem que a Apple inventou toda uma completamente nova interface com os usuários. De fato, a Apple fez alguma coisa mais importante do que isso.
A companhia pegou o melhor – até agora obscuro – da pesquisa da interface com usuários e colocou em um produto que você poderá comprar. Ela fez a mesma coisa com três outros produtos, o computador original da Apple, o Mac e o iPod.
É assim que a Apple mudou o mundo. Claro que isso exigiu grandes pesquisas em laboratórios e aperfeiçoamentos contínuos, mas resultou no começo das vendas de um produto atraente que todo o mundo pode comprar.
Sucesso ou fracasso, o iPhone será lembrado como o primeiro maior passo rumo à terceira geração de interface com usuários de PC.
Velho e rebaixado
A primeira geração de interface com usuários foi a linha de comando. A Apple não inventou isso, mas usou o conceito nos seus computadores anteriores. A segunda geração dessa interface é aquela baseada em ícones, redimensionamento em torno da interface com o Windows que se usa atualmente.
Novamente, a Apple não inventou isso – quem o fez foi a Xerox. Mas a Apple foi a primeira grande empresa a fabricar isso embutido em um produto de consumo, o original Macintosh, que foi lançado em 1984.
A Microsoft começou a vender o sistema operacional Windows Vista no mês passado, enquanto a próxima atualização do OS X da Apple é esperada para a metade deste ano. Embora essas plataformas contenham elementos da próxima geração da interface com o usuário, estão baseados nos mesmos velhos arquivos, ícones e janelas dos anos 80.
Não sei o que você pensa sobre isso, mas para mim 23 anos é tempo demais para esperar. Ninguém agüenta mais aguardar e todos estão prontos para a próxima mudança radical da tecnologia de interface com o usuário.
A novidade quente
A terceira geração do futuro no que se refere a interface com o usuário em PCs já foi inventada. Todas as pesquisas estão concluídas. Na verdade, alguns elementos foram independentemente desenvolvidos por dúzias de centros de pesquisas múltiplas, cada um assumindo uma abordagem diferente, mas todas abraçando mais de um dos cinco principais elementos da interface do amanhã. Conheça agora esses elementos:
1. Tela multi-touch
Muitas pessoas agora acreditam que a Apple inventou o multi-touch – a idéia da tela sensível ao toque que pode responder a dois ou mais pontos de controle de cada vez. Na verdade, pesquisadores têm desenvolvido tecnologias multi-touch há mais de uma década.
Essa inovação em uma interface com usuário via PC é tão poderosa quanto o “multi-toque” na vida real. Imagine se você tem de viver a interação com o mundo usando somente um dedo. Discar o telefone será fácil, mas levantar o cabo do aparelho telefônico será um problema. Multi-touch permite que você selecione objetos na tela, redimensione-os, gire-os e faça outras úteis coisas.
2.Gestos
A atual geração de dispositivos com telas sensíveis ao toque já permite gestos rudimentares. Na verdade, até mesmo o Apple Newton, um dos primeiros assistentes pessoais digitais, tem o suporte a esses gestos. Se você circulou um texto enquanto escrevia no Newton, a palavra circulada poderia depois ser selecionada. Isso é o que chamamos “gesto”.
Curiosamente, o multi-touch amplia o poder desses gestos com uma ordem de magnitude. Por exemplo, você pode colocar dois dedos no lado direito e esquerdo de uma fotografia, depois usar o recurso para mover seus dedos e instantaneamente ampliar a foto.
3. Física
A segunda geração das interfaces tem pastas de arquivos, lixeiras e documentos que representam objetos físicos. Mas eles não agem como tais. Eles não se movem como se tivessem peso, massa e momento. Quando você apresenta um arquivo por meio do seu desktop com sistema operacional Windows, isso não diminui gradativamente, mas pára no instante em que você solta o botão do mouse. Quando você bate um ícone contra outra parte do desktop, os dois não se espalham como pinos de boliche. Se acontecesse isso, sua mente iria os aceitar mais rapidamente como objetos reais. Aqui está um exemplo de gestos combinados com física.
4. 3D
Alguns objetos da interface do usuário tanto no Vista quando no OS X têm propriedades tridimensionais (3D). Por exemplo, você pode contornar um documento e ver o que está no verso ou observar os documentos em cascatas de um lado, o que ajuda você a selecionar e organizá-los. Para a maior parte deles, entretanto, a geração atual da interface é profundamente 2D.
5. Minimização de ícones
Ícones são os elementos centrais para um sistema operacional atual e representam pastas, documentos e aplicações em seu estado fechado. Quando você clica para abri-los, o ícone está ainda lá, mas clicando abre o item e carrega isso na memória. A próxima geração de sistemas operacionais vai ter nos itens em seus estados abertos – não em seus estados fechados representados por ícones – o seu elemento central.
Você estará apto a encolher ou aumentar qualquer objeto quase infinitamente em qualquer direção, mas tamanho será flexível mais do que binário – itens serão mostrados em graus de grandeza, tanto abertos quanto fechados.
A combinação desses elementos significa que a interface praticamente desaparece, assim como a curva de aprendizado para os usuários básicos. Uma criança poderá utilizar um PC de terceira geração e começar a brincar por aí com ele.
Isso tudo lhe soa familiar? Estes são os cinco elementos chave da interface do usuário do iPhone. E eles não existem juntos em nenhum outro produto. A relevância do iPhone não está na convergência do telefone com o iPod ou mesmo na mobilização para o OS X, mas no fato de ser o primeiro computador do mundo destinado ao público de massa e com uma interface de terceira geração.
É de tirar o fôlego, não? A melhor notícia é a de que os americanos em breve poderão comprar um iPhone da Cingular nos EUA. Mas a versão do desktop com essa terceira geração de interface chegará primeiro para os usuários da Apple ou da Microsoft?
A previsão do COMPUTERWORLD é de que isso acontecerá nas duas empresas e talvez o Google também ofereça uma variação. Só o tempo irá dizer. O mais importante é que a direção para a interface do usuário está definida. E ele é verdadeiramente – alguns podem dizer insanamente – grandioso.
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Mais conversas com Clemente :)
Hoje, depois de longas e merecidas férias carnavalescas, Clemente posta em seu site que:
"Se pusermos dois grupos de pessoas igualmente competentes para trabalhar em organizações diferentes, o que elas vão produzir será diferente. Pode ser radicalmente diferente: uma empresa quebra, a outra tem sucesso. Pessoas competentes em certa empresa são incompetentes em outra (e vice-versa). As diferenças nas “entregas” ocorre porque as organizações - independentemente das pessoas e recursos de que disponham - têm competências próprias que independem das pessoas que estejam lá. Eis um fato: a competência das empresas não é a soma das competências dos indivíduos.
Isso é uma verdade praticamente ignorada pelos gurus e empresários metidos a politicamente corretos, que acham que é de “bom tom” repetir coisas como “nosso maior diferencial são as pessoas” - como se “as pessoas” fossem, em si, a causa do sucesso. Isso é balela. Pessoas só são o maior ativo de uma empresa em uma única circunstância, muito particular: logo que essas empresas são formadas. Fora disso, nenhuma empresa tem nas pessoas o seu diferencial para o sucesso. Vamos ver por que."
De cara, provocando polêmica pra receber cacetada... Mas o artigo em si é longo, completo, cheio de exemplos e vale a pena ser lido. Ele mostra o viés quadrado que justamente impede as empresas tradicionais de MUDAREM e INOVAREM: O viés de que "organização" é algo militar, científico, quadradinho. É algo moderno, inventado por Frederick Taylor, Henry Fayol e aperfeiçoado por Henry Ford, o mesmo cara que dizia que os clientes podiam ter um carro de qqer cor, desde que fosse preto :)
Mas, como sempre, depois de resumir muitas idéias interessantes de Clayton Christensen, um pouco depois ele argumenta:
"O sucesso da Apple depende crucialmente de seguir lançando continuamente produtos insanelly great. Seus Processos e Valores - ou seja, sua cultura - exigem isso. Com John Sculley e outros CEOS, a Apple tentou mudar seu DNA e fracassou. Steve Jobs, trazido de volta, opera dentro da cultura da empresa (ele foi o fundador): pessoas focadas em produzir coisas insanelly great por meio dos processos e valores estabelecidos na alma da corporação."
Em resumo.. UMA PESSOA, pode fazer a diferença insanamente grandiosa entre a falência e a retumbante recuperação de mercado. Aliás, várias, já que Jobs é um MAESTRO, que põe a funcionar uma orquestra de "virtuoses"....
De novo, mais um que acredita que as organizações humanas continuam as mesmas de 100 anos atrás, onde a multi-comunicação não existia.
Na prática, existe espaço para todos, só que os empreendedores que sonham em crescer (os jovens pobres de pindorama) precisam se calcar em gente nova, que tem msn, skpe, blogs, flickres e faz o que quer, onde quer, quando quer e única e exclusivamente, PORQUE QUER.
Eu ainda fico com Ricardo Jordão, que diz:
""No que Eu acredito? Eu acredito na Generosidade, na Liberdade e no Indivíduo. Eu não sou melhor do que ninguém, ninguém é melhor do que eu. A Vida é Sagrada. Eu estou pronto para receber as maiores missões que alguém puder imaginar. Chega de preguiça! Tudo tem um propósito, viva o seu.""
SENTAPUA! E vamos à luta, filhos da Pátria!
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Jihad = Como ensinar a inovar aos jovens do Brasil, Parte 6
"Take the Google phenomenon or the Microsoft effect — "all-or-nothing" dynamics. The equivalent of Google, where someone just takes over everything, would have been impossible to witness in the Pleistocene. These are more and more prevalent in a world where the bulk of the random variables are socio-informational with low physical limitations. That type of randomness is close to impossible to model since a single observation of large impact, what I called a Black Swan, can destroy the entire inference." and "The puzzling question is why is it that we humans don't realize that we don't know anything about the significant brand of randomness? Why don't we realize that we are not that capable of predicting? Why don't we notice the bias that causes us not to realize that we're not learning from our experiences? Why do we still keep going as if we understand them?"
Question: TV is TV, real life is real life: What’s the most important real-life advice you can give to an entrepreneur? Answer: You have to love what you do. Without passion, great success is hard to come by. An entrepreneur will have tough times if he or she isn’t passionate about what they’re doing. People who love what they’re doing don’t give up. It’s never even a consideration. It’s a pretty simple formula.
"A chave para o sucesso das organizações não pode ser (e não são) pessoas especiais. São pessoas “médias” operando em sistemas gerenciados. É a gestão que nos habilita a trabalhar em conjunto com outros e colaborar em grupo sem ímpetos assassinos. Não me xingue (leia mais), mas o sistema – ou seja: a gestão – é mais importante para a performance do que “as pessoas”. Muito, muito, muito mais. Esse é o “segredo sujo” do mundo das organizações. Pode não soar muito virtuoso, mas é assim. Não existem “pessoas especiais”, esqueça essa bobagem. Só existem pessoas “médias” que um certo ambiente, desenhado e gerenciado intencionalmente para tal, torna especiais. Líderes sim, têm de ser especiais num sentido preciso; liderados não. ""O que minimiza o calor na empresa é a gestão. Bons sistemas de gestão nunca tentam mudar “as pessoas”, pois isso é inútil. O que eles fazem, é bom repetir, é enquadrá-las (ok, sei que soa mal), direcioná-las para o desempenho adequado à empresa. Nada a ver com apelos à colaboração; nada a ver com retórica ou sermão moralizante. Exortação é para o papa, não para um gestor."
Jihad = Como ensinar a inovar aos jovens do Brasil, Parte 5 - Clemente
Mestre, não é qualquer um que me motiva a um debate assim não.Eu também
respeito muito o que vc diz,apenas discordo neste tema particular.
Modelos centrados no indivíduo são ok.Compartilho sua fé na capacidade
individual de fazer a diferença, mas não aceito o viés de pinçar um pequeno grupo de
pessoas empreendedoras de sucesso e fazer delas o modelo para a massa dos
indivíduos. O nome técnico disso é "viés do sobrevivente".Isso é um
engano.Escrevi muito sobre isso em meu último livro EMPRESAS DE SUCESSO
,PESSOAS INFELIZES.
Os bem sucedidos que nós vemos são os que sobraram de uma multidão de "não
tão bem sucedidos".Não dá para pegar nenhuma experiencia individual e fazer de modelo. "Faça assim porque
eu fiz assim e cheguei lá". Sorte/acaso/randomness,contam demais.
O comportamento da média é mais previsível que o do indivíduo.Há uma questão
estatística aqui.Os empreendedores de sucesso são poucos.Os empreendedores que realmente fazem a
diferença são pouquíssimos.Isso eh da natureza do empreendedorismo e tem a
ver com a transcedental noção de risco.É o fato de existirem indivíduos que aceitam
correr riscos maiores que a média que gera o motor da ação
empreendedora.Schumpeter e tal. Não sei se você nota: não tem sentido querer
fazer do empreendedorismo `la Jobs,Gates etc..o modelo a ser seguido pela
MAIORIA.Isso é um absurdo lógico,se aceitarmos a definição schumpeteriana de
empreendedor. A maioria dos jovens talentosos,com atitude,bem
praparados...nao será Bill Gates jamais,e ,se eles fossem inteligentes
mesmo,não colocariam para si próprios a missão de serem Bill Gates.Viver é
melhor que sonhar. Não estou falando de gente obtusa,
mal preparada, sem ambição.Estou falando dos competentes,dos corajosos,dos
que aceitam correr riscos.Eles não vão ser Bill Gates.A estatística
proibe. A média (dos bem preparados) é média. A esmagadora maioria dos
empreendedores americanos (a Meca do empreendedorismo) nao dá
certo.Fracassa.Tem que fracassar.Se a maioria desse certo,ela passaria a ser
a média. Agora,sua insistência no valor das opções individuais,a importância
da atitude, do desejo de fazer uma diferença,tudo isso está perfeito.
Perfeito desde que enquadrado pelo entendimento das coisas como elas
são.Desde que a gente entenda que o sucesso "épico" (Gates/Jobs) não
é o único sucesso possível.Que ele é para poucos e ,muito provavelmente, não
é para nós.Vc pode ser inovador/empreendedor em vários níveis "não épicos" e
ser muito realizado.
Por último:acreditar em si mesmo é condição necessária para o sucesso,mas
está longe de ser suficiente.
As condições necessárias e suficientes são: acreditar em si
mesmo(=atitude)+estar preparado (competência)+ ter sorte.
Como ter ou não sorte está fora da nossa gestão pessoal ,o que eu sugiro
aquele jovem é:tenha atitude,ou seja ,pare de sonhar e estude,estude,estude.
Talvez você dê certo,talvez não,mas isso é o que aumenta suas chances de ter
sucesso.
abs
Clemente
www.clementenobrega.com.br
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Sobre o Artigo que gerou a conversa com o Clemente...
E o trecho q originou foi
"
a) Você o aconselha a estudar a vida e obra de Steve Jobs ou Bill Gates ou dos fundadores do Google, e-Bay, You Tube, Skype etc... O sucesso desses hiper-milionários, sua influência, seu glamour e espírito romântico, parece indicação clara de que eles têm algo que vale a pena tentar entender e imitar. Todo mundo nessa turma criou coisas geniais - produtos ou serviços que agitaram seus mercados - ou inventaram mercados novos. Todos fizeram isso trabalhando solitariamente (em garagens, segundo a lenda usual) tendo apenas uma idéia, um sonho, ou curiosidade a perseguir. Tente ser um deles! A tecnologia abre portas incríveis; há milhões de caminhos a desbravar. Só depende de você.
b) Você os aconselha a estudar a performance de empresas como South West Airlines, Wal Mart, Dell, NOKIA, Toyota, Zara, CEMEX, British Petroleum e outras. Poderia mesmo começar estudando uma tremenda inovação dos anos 1920: a forma pela qual a General Motors se organizou como empresa. Uma coisa tão criativa que a levou a bater a Ford, que havia inventado o conceito de carro para as massas duas décadas antes. A Ford tinha inovado por meio de um processo para fazer caros bons, bonitos e baratos. A GM a superou (inovando em cima da inovação da Ford) criando uma organização capaz de produzir vários tipos de carros, direcionados a vários tipos de público e introduzindo essa coisa chamada marketing no mundo do automóvel. A Ford não fazia nada isso.
O fato é o seguinte: se aceitamos minha definição de inovação (dinheiro novo + quebra do molde), então as empresas do ítem (b) têm lições muito, muito, muito mais úteis a dar do que as do item (a).
Quer dizer algo de útil àquele jovem? Esqueça Steve Jobs.
terça-feira, janeiro 30, 2007
Jihad = Como ensinar a inovar aos jovens do Brasil, Parte 1 - Hackers, Painters, Creators, Followers e bulshitagem!
Ainda continuo revoltado revoltado! Esse negócio do Clemente dizer q não podemos ter "garagens" em Pindorama, tá angustiante. Pior ainda dizer que os exemplos de indíviduos brilhantes devem ser pra poucos!! E que devemos ignorá-los e viver nossa "vida de gado", felizes!
Pois, contra a primeira coisa, recomendo Founders at work, exemplo prático de como é q os "nerds" viraram a mesa, inovando inclusive na vida de suas proprias empresas.
Para a a mania de que uma andorinha não muda o mundo, tome Hackers and Painters, e descubra que a criatividade individual ainda move montanhas.
E finalmente, pra quem acha q Pindorama não tem labs, vejam a pesquisa da ABDI sobre inovacao no Brasil (5.000 empresas com labs aq).
Ufff....
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Pontos de vista diferentes sobre como inovar (ou, inveja é uma merda)
Numa época dessas, onde criar diferencial é a única real competência, um dos maiores criadores deste diferencial é execrado às últimas. E o pior é que o artigo acima só exalta tudo o que o cara fez de bom...
Vou esperar os 15 dias pra dar a sabreada de luz definitiva, mas... Isso me lembram as críticas a Ricardo Semler...
Namaste.